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Redes sociais, diálogo e (in)segurança.

Dias do programa:
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As redes sociais causam fenômenos nada agradáveis. Vez por outra, vê-se debates estabelecidos, com pouca ou nenhuma verdade consolidada. Alguém lança na internet algum pensamento seu, sem embasamento nenhum, nenhuma fonte (ou às vezes a fonte é verdadeira, mas divulga-se somente parte da verdade) e pessoas, no apressado movimento de julgamento público, proferem verdadeiros absurdos; questões bestiais passam a ser aceitas por impulso de inverdades. A segurança, em muitas das questões, fica prejudicada e chega-se a risco inclusive de morte.

Acompanhei nesta semana algumas postagens e críticas e me arriscarei a fazer uma reflexão pública sobre os assuntos que me espantaram: uma execução em Porto Alegre; uma investigação que culminou com prisões em 25 Estados brasileiros; a formação em Butiá de um Gabinete de integração para a segurança e Legislação delimitando venda de bebidas alcoólicas.

A execução mostrada em diversos vídeos que movimentaram o watts, onde uma mulher, dentro de uma cova rasa é alvejada, tem na investigação a possibilidade de ter sido executada por ter publicado questões agressivas, mas como pano de fundo, há a disputa de facções e questões amorosas. As suas postagens no facebook teriam irritado algumas pessoas; na página de abertura de sua página pessoal, ela colocava questões desafiadoras para quem quisesse “catar” seu face e acabou morta.

A operação contra a pedofilia deflagrada pela Policia Civil do Estado na quinta-feira (17)  teve 22 presos no RS, virou “meme” e algumas pessoas brincavam com algo de tamanha  seriedade. Poucos comentaram, no outro dia, que 14 dos 22 presos já estão nas ruas (em um dos casos, nem o flagrante foi homologado). As prisões ocorreram por publicações e armazenamento de materiais pornográficos contendo imagens de crianças e adolescentes. Frise-se que denúncias feitas pelo DISQUE 100, GRATUITO E COM GARANTIA DE CONFIDENCIALIDADE, levaram a prisão de todos. As estatísticas do disque 100 são apavorantes. São mais de 50 denuncias diárias, 54% envolvendo crianças de 4 a 11 anos. Algo assim não pode ser objeto de brincadeira.

Na sexta-feira (11) a administração municipal de Butiá anunciou duas propostas que deverão se concretizar nos próximos dias, fato que gerou manifestações pouco esclarecedoras:

– A formação do GGI-M  – Gabinete de gestão integrada municipal, que unirá em diálogo todos os poderes constituídos. No dia 22 de maio, haverá o lançamento da proposta, que, diga-se de passagem, era objetivo de todos os candidatos antes da eleição, o que não deixou de causar polêmica. Ora, a união dos representantes do Executivo, Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Conselhos, Policia Civil, Brigada Militar em um gabinete que terá reuniões periódicas para melhorar os pontos elencados como prioritários, não é uma boa notícia? Parece que para alguns não; a receita é sempre quanto pior melhor.

– A proposta de alteração do código de postura da cidade, em seu artigo 222, capitulo III, que trata dos cafés, restaurantes, bares, botequins e mercadinhos. Na proposta o Executivo pede a proibição de vendas de bebidas alcoólicas em locais que estejam a menos de cem metros de distância das escolas de Butiá. O projeto baixou na câmara de vereadores e antes de se iniciar o debate, analisar prós e contras, já foi linchado nas redes sociais. Tenho minha opinião quanto a isso, mas o que achei absurdo é que, mesmo em uma democracia, não se estabelece um debate qualitativo. Se o projeto baixou na câmara de Vereadores, é para ser apreciado, debatido, aperfeiçoado, mas com debate autêntico, verdadeiro. Uma breve leitura já mostra que não estão elencados associações e supermercados, como alguns citaram. Se entenderem que a distância não é ideal, pressionem para modificar; se entenderem que a lei é descabida, digam isso, mas tenham responsabilidade quando outros fatos ocorrerem, não sendo inconsequentes em só fazer a crítica sem colaborar com a solução. A lei tem de ser analisada em benefício da maioria, observando as questões da sociedade.

As redes sociais nos aproximaram, nos deixaram conectados a tudo, nossa informação quanto a noticias mundiais são instantâneas, mas temos de ter responsabilidade ao usá-la. Nas redes sociais vários são os corajosos virtuais que só sabem criticar, incendiar, sem nada acrescer em solução. Temos de voltar a dialogar, debater, prosperar em conversa. Nem chimango nem maragato; nem direita nem esquerda; nem situação ou oposição. Para chegarmos ao local desejado, precisamos fazer curvas, tanto de um lado quanto de outro; usar de todas as cores e principalmente, não se opor ao que é bom para a maioria. Precisamos de mais atitudes pensadas e menos protagonistas de rede social. Mais equilíbrio e menos covardia.

 

 

Abraço a todos e todas. Boa semana segura.

 

Quem quiser enviar temas para serem debatidos nas colunas, e-mail. mariopelz@bol.com.br

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